Sochi-2014 – Dia 14

O domínio de Victor An, uma vitória ucraniana num momento difícil, o show da adolescente americana e um dia fantástico para o Canadá.

Biatlo

dia 14-1

No revezamento 4x6km feminino, a Noruega chega sempre como favorita, mas Fanny Wellestrand-Horn não abriu bem, precisando de 3 tiros extras nas suas duas sessões de tiro. Enquanto isso, Ucrânia, Rússia e Itália faziam uma prova mais limpa e abriram mais de 10s de vantagem.

Na segunda perna, Juliya Dzhyma assumiu a liderança para a Ucrânia, que não perdeu mais. Tiril Eckhoff pegou o revezamento na 9ª colocação e fez uma prova de recuperação para a Noruega, entregando em 3°.

Valj Semerenko (UKR) até precisou de 3 tiros extras na sessão em pé, mas a diferença da Ucrânia era tão grande que nào fez muita diferença. Aí foi a vez de Olena Pidhrushna fechar e conquistar um ouro inédito após 1:10:02.5. A 26.4 chegou a Rússia e a 37.6 foi a vez da Noruega pegar o bronze.

Até hoje, a Ucrânia só tinha um ouro em Olimpíadas de Inverno, de Lillehammer-1994 com Oksana Baiul na patinação artística.E este ouro chega numa hora que o país passa por uma crise sem precedentes, que está perto de se tornar uma guerra civil. Durante tumultuada votação no parlamento, quando souberam do ouro, todos pararam de brigar e comemoraram essa medalha. Uma prova do que o esporte pode fazer para a sociedade.

Havia uma grande pressão para que os atletas ucranianos abandonassem a disputa. Após a vitória, as meninas pediram um minuto de silêncio na coletiva de imprensa em homenagem aos que morreram nestes dias sangrentos. Que este ouro possa trazer alguma paz ao belo país que é a Ucrânia.

Esqui Alpino

dia 14-2

Na disputa do slalom feminino, a prova mais técnica do programa, Mikaela Shiffrin (USA), de apenas 18 anos, chegou mais cotada que qualquer outra. Muito jovem, já é campeã mundial, já venceu 7 etapas da Copa do Mundo, foi campeã da Copa do Mundo e 2013 e lidera a classificação na atual temporada.

E ela não decepcionou seu favoritismo. Na primeira descida, deu show, completando com 52.62 o percurso, 0.49 melhor que Maria Hofl-Riesch (GER) e 0.67 melhor que Tina Maze (SLO). Na segunda e decisiva descida, as trocas de liderança eram constantes. Frida Hansdotter (SWE) fez uma ótima descida e era a líder da prova. Logo após ela, veio Kathril Zettel (AUT), que arrasou na descida e se tornou líder por 0.55.

Após Zettel, veio Marlies Schild (AUT), outra favorita da armada austríaca. Schild fez a melhor segunda descida de todas (51.11) e passou na frente da sua compatriota, com 0.28 de vantagem. As quatro seguintes não conseguiram melhorar o tempo de Schild, incluindo Bernadette Schild, que não terminou a descida, Tina Maze que terminou em 8° e Maria Hofl-Riesch, que ficou com a 4ª colocação.

Aí veio Shiffrin. Ela já saiu com uma vantagem enorme, 1.34 melhor que Schild e foi so controlar sua descida para assegurar o ouro com 1:44.54, 0.53 na frente da austríaca. Shiffrin se torna a mais jovem campeã olímpica do slalom e a primeira americana desde Barbara Cochran em 1972!

Patinação de Velocidade de Pista Curta

No último dia, 3 finais.

dia 14-3

Nos 500m masculino, eliminações dos dois coreanos nas quartas de final, o que significaria que a Coreia do Sul não levaria medalha no masculino, repetindo o fracasso de 2002. Nas semifinais, vitorias de Dajing Wu (CHN) e de Victor An (RUS). Na grade final, como esperado, uma prova muito apertada e decidida na última curva, com o ouro para An com 41.312. A prata foi para Wu com 41.516 e o bronze para Charle Cournoyer (CAN) com 41.617. Era o segundo ouro de An em Sochi. Vou falar dele daqui a pouco.

dia 14-4

Nos 1.000m feminino, uma eliminação precoce de Arianna Fontana (ITA) nas quartas. Ela levou medalha em todas as outras provas em Sochi. Nas semifinais, Elise Christie (GBR) foi desclassificada e Jorien ter Mors (NED), ouro nos 1.500m na pista longa, foi eliminada e deixou de ganhar medalhas em esportes diferentes em uma mesma Olimpíada, fato raro. Na final, novamente prova apertada, e a vitória veio com Seung-Hi Park (KOR) com 1:30.761 contra 1:30.811 de Kexin Fan (CHN) e 1:31.027 de Suk Hee Shim (KOR). Park conquista seu segundo ouro em Sochi.

dia 14-5

Na última prova, o revezamento 5.000m masculino, prova aberta, já que Coreia do Sul e Canadá não avançaram e disputaram a Final B. Logo na primeira curva, China e Holanda caíram e ficaram para trás, atrapalhando o Cazaquistão também. Rússia e Estados Unidos estavam sozinhos na briga pelo ouro. A Rússia liderou quase que a prova toda, quando os Estados Unidos assumiram a frente, mas foram ultrapassados pelos russos. Faltando duas voltas, numa disputa intensa, os americanos foram atrapalhados pelos retardatários do Cazaquistão e restou a Victor An cruzar na frente e conseguir mais um ouro russo com 6:42.100, novo recorde olímpico. Estados Unidos completou com 6:42.371 e a China foi bronze com 6:48.341.

Victor An ganha medalhas, portanto, em todas as provas da pista curta, com 3 ouros e 1 bronze. An na verdade é coreano e se chama Ahn Hyu-soo. Pela Coreia ele disputou os jogos de Turim-2006, quando também ganhou 3 ouros e 1 prata! Ele é o maior vencedor da história do esporte, com 6 ouros e 2 bronzes, igualando as 8 medalhas de Apolo Anton Ohno (USA), com 2-2-4.

Curling

dia 14-6

Na disputa de bronze masculina, pareciam que as duas equipes queriam perder. Niklas Edin até fez uma grande prova pela Suécia, mas o time chinês fez uma péssima partida. Eles conseguiram perder duas pedras na partida por não as largarem antes da linha. Erros infantis. O jogo foi bem parelho até empate em 4-4 após 10 ends. No end extra, a China estava caminhando para o bronze, quando aconteceu um desses erros e, numa pedra final nada boa de Rui Liu, sobrou para Edin lançar a última pedra da partida e vencer a partida por 6-4.

Já na final, uma lavada! O Canadá abriu 2-0, a Grã-Bretanha diminui para 2-1, mas os canadenses fizeram 5-1 no 3° end. No 4°, roubaram o martelo e fizeram 6-1. Os britânicso diminuíram 6-2, aí vieram mais 2 pontos canadenses com 8-2 no 6° end, até terminar em 9-3 no 8°, e David Murdoch entregou o jogo para o ouro da equipe de Brad Jacobs.

O Canadá vence os dois curlings! Aliás, desde que o esporte voltou aos Jogos em 1988, o Canadá venceu medalha em todas as edições tanto no masculino quanto no feminino. No masculino, estiveram em todas as finais, e ganharam as últimas 3! Curling é praticamente o esporte nacional no Canadá, só perdendo para o hóquei.

Esqui Estilo Livre

dia 14-7

Na disputa do ski cross feminino, Kelsey Serwa (CAN) fez a melhor marca no ranqueamento. Nas oitavas, nenhuma grande surpresa. Nas quartas, as principais favoritas também avançaram. Já na semifinal, grande surpresa a eliminação de Fanny Smith (SUI), atual campeã mundial.

Na grande final, a vitoria ficou para a vice-campeã mundial, Marielle Thompson (CAN), seguida de Serwa e da sueca Anna Holmlund. Foi o 9° ouro canadense em Sochi, ainda longe dos 14 que eles conquistaram em Vancouver.

Outros Esportes

– As atenções do dia estavam voltadas para a grande semifinal do hóquei masculino entre Estados Unidos e Canadá, uma revanche da final de Vancouver. Num jogo travado, 0-0 no primeiro tempo. No comecinho do 2° período, gol de Jamie Benn e o Canadá abre 1-0. Aí foi só segurar o placar até mais uma vitória histórica do Canadá e a vaga em mais uma final.

– Na outra semifinal, a Finlândia abriu 1-0 com Olli Jokinen aos 6min do 2° tempo. 5min depois, o empate sueco com Loui Eriksson. E mais 5min depois, a virada com gol de Erik Karlsson. A Suécia chega novamente a final, que verá o confronto dos dois últimos campeões olímpicos.

– Na patinação de velocidade, as eliminatórias das perseguições por equipe. Nas quartas do masculino, o Canadá venceu os EUA, a Coreia passou pela Rússia, Polônia eliminou a Noruega e a favorita Holanda nem tomou conhecimento da França. Nas semifinais, vitória da Coreia sobre o Canadá e mais uma vitória muito tranquila da Holanda sobre a Polônia, por mais de 11s! No feminino, apenas a disputa das quartas, com vitorias da Rússia sobre o Canadá, da Polônia sobre a Noruega, do Japão sobre a Coreia e um show da Holanda sobre os EUA, com 2:58.61, novo recorde olímpico. Com as eliminações, os EUA ficam sem medalha na patinação de velocidade pela primeira vez desde 1984.

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