Prêmio Brasil Olímpico 2013

Após o grande ano dos esportes olímpicos brasileiros, o melhor de todos os tempos, podemos dizer, nada melhor que uma festa e a premiação dos grandes nomes do ano!

Foram 26 medalhas em Mundiais (ou competições equivalentes) e esse número ainda pode subir com o handball feminino. As disputas de atleta do ano estavam, no feminino entre a campeã mundial no judô Rafaela Silva, a campeã mundial nas maratonas aquáticas Poliana Okimoto e a vice-campeã mundial no pentatlo moderno Yane Marques. No masculino, com dois ouros em Barcelona, César Cielo, o campeão mundial na classe Finn Jorge Zarif e o campeão mundial nas argolas Arthur Zanetti.

O prêmio começou com uma bela homenagem aos medalhistas do Pan de São Paulo-1963, que completou 50 anos, como Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Amaury Passos e Carlos Alberto Torres. Foram mais de 90 ex-atletas presentes! O Troféu Adhemar Ferreira da Silva foi para um dos maiores velejadores de todos os tempos: Torben Grael. Marcos Goto foi o melhor técnico em esportes individuais e José Roberto Guimarães o de esportes coletivos, além de homenagens aos melhores atletas de cada modalidade olímpica e dos destaques dos Jogos Escolares.

E finalmente o troféu mudou! E ficou bem mais bonito, do que aquele “Y” que entregavam até o ano passado. Tem gente que deve ter uns 10 daqueles em casa e não aguenta mais.

Poliana Okimoto

Poliana começou nas piscinas, disputando provas de fundo, como os 800m e os 1.500m até começar sua premiada carreira em águas abertas. Ela foi prata nos Pans do Rio-2007 e Guadalajara-2013. No Mundial de Águas Abertas de 2006 (antes havia um mundial exclusivo para a modalidade), ela foi prata nos 5km e nos 10km, além de bronze nos 5km do Mundial de Esportes Aquáticos de 2009.

Em 2009, ela faturou o título do circuito mundial, vencendo nada menos que NOVE das 11 etapas! Na sua estreia olímpica, em 2008,  ela terminou em 7° lugar.

Ela chegou a Londres como uma das favoritas a medalha, mas devido a uma hipotermia, abandonou a prova. Em 2013, a volta por cima!

No Mundial de Barcelona, uma participação histórica! Nos 5km, a prata por apenas 0s2! Nos 10km, prova olímpica, a espetacular vitória! Ela e Ana Marcela Cunha fizeram uma prova por equipe e chegaram sozinhas na frente, com Poliana batendo apenas 0s3 na frente. Na prova por equipes, ao lado de Allan do Carmo e Samuel de Bona, ficaram com um bronze, perdendo a prata para a Grécia por apenas 0s2! Com essas 3 medalhas, ela chegou a 6 no total em Mundial, se tornando a mulher mais medalhada em esportes olímpicos da história do esporte brasileiro!

Pra completar o ano, ainda venceu as duas últimas etapas da Copa do Mundo de 10km em Shantou, China em setembro e em Hong Kong em outubro. Em agosto, nas piscinas, ainda bateu o recorde brasileiro dos 1.500m feminino em piscina longa com 16:26.90, que durava desde 2001!

Jorge Zarif

Aos 20 anos, Jorginho se tornou o primeiro velejador na história a vencer o Mundial Juvenil da classe Finn e o Mundial Adulto no mesmo ano! Além de quebrar o jejum brasileiro em Mundiais de Finn que durava desde 1972!

Seu pai, Jorge Zarif Neto, disputou duas Olimpíadas, mas faleceu precoce em 2008. Jorginho viu seu pai vencer uma regata no Mundial da classe Finn em 2004 no Rio e disse que esse seria o seu futuro.

Aos 19, Jorginho disputou sua primeira edição dos Jogos em Londres e terminou em 20°, a pior colocação entre os barcos masculinos brasileiros. Alguns dias depois, ele sofreu uma lesão no ligamento cruzado do joelho direito e, no início deste ano, sofreu com dores nas costas. Com novo preparador físico, técnico espanhol e o treinamento ao lado do medalhista olímpico Bruno Prada, sua evolução foi espetacular.

Suas palavras após receber o prêmio: “Acho que não tenho nada que reclamar desse ano. Só tenho que agradecer. Tudo que eu precisei fazer, recebi apoio. Depois dos Jogos Olímpicos Londres 2012, recebi uma ligação do Bruno Prada, que tinha acabado de sair da classe Star e me disse: Jorginho, você foi 20º em Londres, a pior colocação entre os homens. Você quer ser 20º de novo ou quer ganhar uma medalha? Ele me convidou para treinar com ele, e eu aceitei na hora. Ali começou um projeto que se consolidou como muito vitorioso. Me sinto privilegiado também de ter crescido na vela, olhando o Torben e Scheidt competirem. Sempre tentei me espelhar muito neles. Se um dia eu puder ganhar 10% do que eles já ganharam na vela, estarei muito feliz”

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