Atletismo não quer passar em branco

Que 2013 foi o melhor ano nos esportes olímpicos para o Brasil não é surpresa para ninguém. Nas provas olímpicas, foram 6 medalhas no mundial de natação, bronze na canoagem, 6 no mundial de judô, bronze no taekwondo, 2 medalhas no boxe, domínio no vôlei masculino e feminino, ouro do Zanetti, a prata na Copa do Mundo por equipes do hipismo de saltos, ano excepcional dos nossos duplistas no tênis, medalhas na vela, até um top 8 no tiro com arco e no levantamento de peso!

Mas 2013 também marca o fracasso do Atletismo. Assim como em Londres-2012, a equipe brasileira voltou do Mundial de Moscou sem medalha. Foram 7 top 8 e aquele fracasso inacreditável na final do revezamento 4x100m feminino.

Notícias boas vieram, também. A revelação do ano foi Anderson Henriques, que bateu seu recorde pessoa duas vezes no Mundial nos 400m e chegou a final, ficando em 8º. E  que dizer da excelente prova do Carlos Chinin no decatlo, a 125 pontos do bronze?

No Mundial de Menores, grande atuação de Vitor Hugo dos Santos, prata nos 200m. Vitor, inclusive, bateu o recorde sul-americano de menores dos 100m no início de novembro com ótimos 10.36.

Milagres dificilmente acontecerão até 2016. Quem quer aparecer nos Jogos do Rio, já está aí. Pra tentar minimizar esses dois anos seguidos de resultados ruins, a CBAt, após o seu anual Fórum Técnico, realizado na semana passada em São Paulo, adotará novas regras.

Chega de mandar equipes grandes para as principais competições. Quer ir às Olimpíadas ou ao Mundial? É pra brigar por medalha. Por isso, acabaram-se os índices B e os da CBAt. Agora será necessário o índice A da IAAF e o atleta deve estar no Top 30 do ranking mundial da sua modalidade (considerando apenas 3 por país). Para o Mundial, por determinação da IAAF, os campeões sul-americanos estão garantidos, mas a CBAt exige o Top 30. Para mundiais juvenis e menores, basta o índice da confederação.

Os prazos de obtenção dos índices aumentaram e começam em 1º de outubro do ano anterior e seguem até 30 dias antes da competição. A exceção é para os 10.000m, maratonas, marchas, provas combinadas e revezamentos, que começam em 1º de janeiro do ano anterior.

A CBAt também elevou os benefícios do programa patrocinado pela Caixa, e dará também para juvenis e menores, além da premiação para medalhistas em mundiais, com valores a serem definidos.

A ideia é exigir um esforço maior dos atletas, que devem buscar não só os índices, mas uma boa colocação no ranking mundial. O presidente da entidade diz que espera por duas medalhas nos Jogos do Rio. Na minha opinião? Eu falei 2 no post dos 1.000 dias. E quem tem chance é o Duda, rev 4x100m feminino, o Chinin, Augusto Dutra, Fabiana Murer e a maratona.

Legal sempre exigir e só mandar para as competições quem realmente vai brigar por medalha ou por uma vaga nas finais. Chega de classificar para o Mundial e ficar em 38º. Equipe completa, em todas as provas é para Sul-Americano, Ibero-Americano, Pan-Americano. Mundial é Mundial!

Ainda acho que deveriam exigir o índice duas vezes. Tem gente que atinge o auge no início da temporada, faz o índice, chega no Mundial e fica longe da sua melhor marca. Isso sim que tem que acabar. O ápice são os Jogos Olímpicos e os Mundiais, não o Troféu Brasil.

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3 pensamentos sobre “Atletismo não quer passar em branco

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